segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A Astrologia e a Psique Moderna

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Até poucas décadas atrás, a palavra psicologia dificilmente era ouvida,
exceto nas discussões entre filósofos, moralistas e estudiosos de técnicas
religiosas criadas para purificar e santificar a vida de alguns indivíduos, em
número relativamente diminuto.

O estudo da psicologia era matéria de
Universidade. A ciência médica mal dava atenção a ela. Os problemas
mentais, a histeria, a insanidade — uma vez atribuídos a causas "ocultas" de
"possessões" demoníacas — eram, de um modo geral, considerados doenças
incuráveis e as pessoas afligidas por elas eram classificadas como párias e,
às vezes, como criminosas.

Saúde mental e racionalidade eram vistas como
marcas de divindade no homem e, uma vez que se acreditava que o
indivíduo tinha "livre-arbítrio" e era "dono" da sua mente e dos seus
sentimentos, a perda do equilíbrio mental e do auto-controle significavam
que ele havia renunciado, mais ou menos deliberadamente, à sua natureza
divina e se tomara uma vítima de forças animalescas ou diabólicas.

Na maioria dos casos, os loucos eram tratados de acordo com essas crenças.
Durante o último século, idéias referentes à natureza do homem, que
não tinham sido contestadas por longo tempo, começaram a ser vivamente
questionadas. Os filósofos materialistas da escola alemã começaram a
questioná-las em termos gerais. procurando provar que todas as atividades
da alma e da mente podem ser reduzidas e explicadas como produtos de
processos materiais, bioquímicos.

Mais especificamente, os fenômenos psicológicos foram entregues ao exame minucioso de pessoas encarregadas de curar os doentes. As doenças situadas na linha de fronteira entre o
puramente físico e o psicológico e, particularmente, todas as formas de "his-
teria" — no final do século XVIII — tinham atraído a atenção de
investigadores, desde a época de Anton Mesmer. As várias e diferentes
tentativas de curar essas doenças levaram, afinal, à psicanálise e a Sigmund
Freud.


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