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A espantosa divulgação da psicanálise fez a fortuna de certas
palavras-chave: imagem, símbolo, simbolismo passaram a ser moeda
corrente. Por outro lado as pesquisas sistemáticas feitas sobre o
mecanismo da «mentalidade primitiva» revelaram a importância do
simbolismo para o pensamento arcaico e, ao mesmo tempo, o seu papel
fundamental na vida de toda a sociedade tradicional. A ultrapassagem do
«cientismo» na filosofia, o renascimento do interesse religioso depois da
primeira guerra mundial, as múltiplas experiências poéticas e sobretudo
as experiências do «surrealismo» (com a descoberta do ocultismo, da
literatura negra, do absurdo, etc.) chamaram, em planos diversos e com
resultados desiguais, a atenção do grande público para o símbolo
encarado como modo autónomo de conhecimento.
A evolução em causa faz parte da reacção contra o racionalismo, o positivismo e o
cientismo do século XIX e chega já para caraterizar o segundo quartel do século xx.
Mas esta conversão aos diversos simbolismos não é uma «descoberta
propriamente inédita, ou o mérito do mundo moderno: este, ao restaurar
o símbolo nos seus títulos de instrumento de conhecimento, não fez mais
do que retomar uma orientação que foi geral na Europa até ao século
XVIII e que é, além do mais, conatural às outras culturas extra-europeias,
sejam elas «históricas» (por exemplo as da Asia ou da América Central) ou
arcaicas e «primitivas».
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