quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Escrevendo em Hieróglifos

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A língua egípcia é formada por um grande número de sinais que no estágio conhecido
como Médio Egípcio inclui aproximadamente setecentos hieróglifos. As imagens podem ser
agrupadas dentro de diversas categorias, que apresentam figuras humanas, diversas classes de animais, plantas, edificações, objetos inanimados, entre muitas outras. Mas como seria
possível, dentre tantos sinais, saber onde começa uma frase? A resposta é algo bem fácil:
basta olhar para onde qualquer uma das figuras animadas está direcionada, seja ela uma
mulher sentada ou um pato em pé. Assim, se as figuras estão todas voltadas para o lado
esquerdo do espectador, lê-se da esquerda para a direita, se apontarem para a direita, lê-se da direita para a esquerda. A mesma situação ocorre para as figuras que se encontram em
colunas, basta observar a direção das mesmas. Esta regra possibilitou aos egípcios escreverem em quatro sentidos diferentes na horizontal e na vertical.

O leitor já deve ter observado que, por vezes, os sinais hieroglíficos estão
perfeitamente organizados dentro dos espaços das linhas, das colunas ou mesmo ao lado das
figuras que compõe uma cena. O senso estético dos antigos egípcios era muito apurado e
podemos perceber, pelos detalhes das inscrições, que eles achavam muito estranho a
colocação de um símbolo estreito e alto ao lado de um longo e baixo. Para eles a simetria
deveria ser quase que perfeita e esta foi conseguida a partir da inserção dos símbolos dentro
de retângulos imaginários. Esta harmonia resultou no agrupamento, na sobreposição dos
sinais e, até mesmo, na inversão da ordem dos hieróglifos que compunham uma determinada palavra. Neste último caso é como se pudéssemos, na língua portuguesa, inverter a ordem das letras do substantivo “cabelo”, somente para que as consoantes “b” e “l” ficassem juntas, resultando nesta forma: “cableo”.




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