quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Alquimia Espiritual e a Via Interior

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Integrados na trilogia tradicional expressa no triplo portal de nossas grandes metrópoles góticas em
enigmáticos baixos-relevos, a Alquimia e suas irmãs, a Astrologia e a Mística, são conhecimentos
tradicionais, e não ciências suscetíveis de decantação, evolução e de progresso.

Como tais, elas constituem, então, completa, total e absoluta, esta soma que chamamos as doutrinas
de Hermes. Imutáveis em seus princípios (se elas não o são sempre em suas aplicações). È pois com
sabedoria que aqueles que, espiritualmente e ocultamente, guiaram a mão dos Construtores
medievais, associaram misteriosos guardiões do "Umbral", ao simbolismo esotérico da tripla entrada
das Catedrais.

Em uma época onde o progresso de uma física e de uma química imprudentes, coloca nas mãos de
homens destituídos de toda espiritualidade ou de toda moral, as chaves da morte com as quais eles
podem, joguetes de sua própria anarquia interior, destruir o Mundo a qualquer momento, é
importante, parece-nos, dissociar a Alquimia tradicional das caricaturas pelas quais se tem desejado
faze-la a fonte longínqua dos conhecimentos destruidores anteriormente citados. A Alquimia não é,
com efeito, só e unicamente, a procura da geração do Ouro material, mas também e sobretudo outra
coisa.

Expressa primeiramente em postulados oriundos dos flancos fecundos de sua irmã a Mística, a
Alquimia exige primeiramente do iniciado( ) que ele se ponha na escola da Natureza, antes de lhe
confiar enfim as chaves do Adeptado( ).

È assim que tais postulados serão aplicados material e experimentalmente no segredo do laboratório
do Hermetista. E isto, de acordo com procedimentos arcaicos e com meios materiais rigorosamente
iguais aos das origens longínquas da Arte Real, no Egito, para uma "matéria prima" cujo nome,
imutavelmente mantido em segredo, constitui desde já um primeiro arcano.

E estas mesmas regras seculares conduzirão pouco a pouco o filósofo perseverante aos mesmos
resultados e às mesmas conclusões que seus antigos iniciadores. Como eles, ele passará pelas
mesmas vias, balizadas pelas mesmas esperanças, e muitas vezes pelos mesmos reveses. O mesmo e
imutável desenvolvimento simbólico da Obra, onde a mais extraordinária simplicidade dos meios
materiais utilizados se alia a uma teoria que habita os planos mais obscuros, o levará lentamente, em
um lapso de tempo condicionado pelos Astros, celestes promotores dos Metais, e por seu próprio
saber, reflexo daquele do Adão Primeiro, até o último objetivo procurado.


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