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Há aproximadamente cinco séculos, Copérnico e Galileu imaginaram um
sistema soar no qual planetas sombrios, impelidos pela força da gravitação, giravam
subservientes em tomo de um magnífico Sol central, monarca do céu. Todo o
sistema compunha-se de corpos materiais que se moviam no espaço vazio —
matéria sólida no caso dos planetas, matéria em estado incandescente no caso do
Sol.
O sistema era regido por rígidas leis mecânicas. Este modelo veio suplantar a
antiga visão geocêntrica do universo, segundo a qual a Terra constituía o centro e
uma hierarquia de esferas celestiais — lunar, solar, planetária, estelar e divina —
girava em tomo dela.
Chamou-se a esta mudança da antiga para a nova visão de mundo
de Revolução Copernicana, conquanto Galileu e Kepler tenham contribuído muito
para sua formulação e difusão, bem como posteriormente, Francis Bacon, Newton e
Descartes, os quais desenvolveram melhor as implicações da nova visão. O sistema
heliocêntrico foi aceito em toda parte. Curiosamente, a sociedade clássica emergente
na Europa em fins do século XVI e ao longo do século XVII foi modelada, sem
dúvida inconscientemente, pelo padrão do sistema heliocêntrico: um rei autocrático
governava com poder absoluto um país que teoricamente era seu, e cujo povo
sujeitava-se à sua vontade pessoal; esse rei cercava-se de ministros, cortesãos e
criados de diversas classes sociais, o que refletia o seu poder.
Uma sociedade e sua
cultura baseiam-se sempre em um conjunto de pressupostos, de base metafísica e/ou
religiosa, que encontram sua expressão em grandes símbolos e mitos. Ao longo do
desenvolvimento da mesma, uma minoria curiosa e criativa de pensadores das
classes dominantes cultas — que por sua vez controla os sentimentos e
crenças religiosas das massas — questiona a validade de alguns dos
conceitos básicos até então aceitos como dogmas e paradigmas.
Quando isso ocorre,
a revolução, já em processo nas mentes de um pequeno grupo de pioneiros,
gradualmente engloba toda a sociedade, produzindo suas mudanças. O modo de vida
do povo e a mentalidade oficial imposta ao sistema educacional pela inteligência
dominante pouco a pouco vão sendo transformados. Inúmeras são as influências
sempre presentes nessas mudanças revolucionárias, algumas produzidas por
alteração das condições materiais e econômicas, por novas invenções ou súbitas
mudanças de climas.
Contudo; enfocamos aqui apenas a transformação mental-
espiritual operada quando novos conceitos, novas maneiras de interpretar antigos
fatos ou a descoberta de novos fatos estimulam profunda e irrevogavelmente, e de
certa forma constrangem, as mentalidades dominantes de uma dada cultura a
modificar radicalmente a visão do universo e da vida circundantes.
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