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Com suas saias rodadas, de ramagens coloridas
de vermelho e amarelo, com suas pulseiras e
brincos de ouro, seus Talismãs de meias-luas de
prata, seus berloques de marfim de lápis-lazúli,
correntes de moedas douradas no pescoço, tranças
com fitas, lenços e medalhões, as ciganas caminharam
por todo o Sind.
Fugiam da expansão dos árabes da
Índia. Os homens levavam os ídolos, os cantos
védicos, os cães e as cabras. Chegaram ao Punjab,
outra parte da Índia. Lá, de Chandigarh fugiram para
o Afeganistão. Cansados e famintos, armaram suas
tendas, acenderam suas fogueiras nas terras do
Afeganistão, mas mal sabiam que lá também não
poderiam ficar. No ano seguinte estavam na Armênia,
depois por toda a Ásia Menor afora, entrando na
Europa pela Grécia.
Hoje, espalhados por quase todo o mundo, estes
descendentes dos hindus, agora chamados ciganos,
não conhecem estas histórias e suas tradições. Desde
a peregrinação no ano 800, lá do velho Sind, até agora,
esta gente conheceu quase toda a Europa.
Lembram- se, em suas conversas à noite, entre canções dolentes,
de que seus bisavós falavam dos tempos da Valáquia,
da Moldávia e da querida Hungria, onde chegaram em
1417. Até hoje cantam em seus bródios cantigas
húngaras. Relembram as terras germânicas onde
chegaram em 1418 e das farras nas feiras em Paris lá
pelos idos de 1419.
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